“Utilizo o balão intragástrico da Silimed desde setembro (seis meses). Até agora, já tratei cerca de 40 pacientes. O sucesso da técnica de colocação do balão é grande. Só tive até agora um caso de deflação espontânea do balão. Quando isso acontece, a gente faz a retirada, o que é algo muito simples com essa técnica nova”.
“Existe um peso mínimo para usar o balão. Toda a indicação clássica do balão é de pacientes com obesidade em grau II, mas muitas vezes isso inviabiliza a cirurgia bariátrica. Então, o paciente usa o balão para poder diminuir o seu peso e, assim, ele pode ser submetido à cirurgia. Essa é uma situação clássica. A nova técnica traz uma nova indicação, que é a obesidade em grau I, quando são pacientes que já tentaram outras alternativas mas não obtiveram resultado. O peso vai e volta ou ele já tem algumas comorbidades. Com o balão, não há comorbidade nenhuma. Inclusive, há pouco tempo foi feita uma pesquisa que diz que o Brasil é o primeiro país em tratar pacientes com balão nessas situações, com ótimos resultados”.
“O paciente tem uma perda de peso de 12 a 15 quilos. O prazo de uso do balão é de quatro a seis meses. Depois desse tempo, com o próprio desgaste do material pelo suco gástrico, o balão tende a fazer a deflação. Há casos, porém, do balão ficar até mais tempo. Mas depois de seis meses, a curva de perda de peso do paciente passa a ser insignificante”.
“Teoricamente, não há limite de idade. A gente só coloca o balão em pacientes com mais de 18 anos, mas não há problema nenhum em utilizá-lo em pacientes mais idosos. Contanto que não haja comorbidades, você pode utilizar sem problema algum”.
“Há uma diferença entre homens e mulheres. A aceitação da mulher normalmente é melhor, pelo fato da mulher engravidar e conhecer melhor as sensações do balão, como náuseas, enjôos e até cólicas. A mulher, portanto, até mesmo pela prática de engravidar e menstruar, se acostuma mais. Como qualquer procedimento, não é aconselhável que se coloque o balão sabendo que a paciente está grávida. Agora, caso ela tenha engravidado depois, o médico pode retirar o balão. Não acho que a paciente grávida deva usar o balão, porque nesse período, ela vai precisar se alimentar bem”.
“Não existem atividades que a pessoa não deva fazer. Aliás, há atividades que ela deve fazer. O balão não é uma panacéia que resolva a perda de peso. O balão é um adjuvante para ajudar o paciente, recuperando sua auto-estima e auxiliando no tratamento. Na realidade, o balão ajuda o paciente a se enquadrar em uma dieta, para que ele tente mudar os seus hábitos alimentares, ou seja, ter uma vida mais saudável. O balão serve para isso”.
“Contra-indicação formal para o uso do balão é a hérnia de hiato, ou o paciente que tem úlcera duodenal ou gástrica, ou o paciente que tem alguma outra doença gastrointestinal. Deve ser feita uma avaliação prévia, para saber se o paciente está fora dessas condições”.
“A pessoa pode utilizar um balão depois de utilizar o primeiro. O balão seqüencial tem sido utilizado com pacientes com obesidade em grau II. Em vez de ir logo para a cirurgia bariátrica, os médicos preferem usar primeiro o balão. Ou seja, pode-se utilizar o balão por quatro a seis meses, retira-se o balão e espera-se um período de dois meses para que o paciente apague da memória dele aquela sensação do balão. Dois meses depois, coloca-se de novo o balão para ele tentar perder peso. Só que, normalmente, a segunda perda de peso não é igual à primeira. Na primeira, o paciente perde de 12 a 1 5 quilos, mas na segunda, ele perde só 50% disso”.
“Já acompanhei 76 pacientes com balão intragástrico. O acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar, composta por gastroenterologista, endoscopista, endocrinologista, nutricionista e com a orientação de um personal trainner. Nós temos obtido acima de 95% de sucesso, onde o peso fica entre 13 e 30 quilos, em um período de seis meses”.
“A gente se baseia no índice de massa corpórea (IMC) para definir se o paciente pode utilizar o balão. IMC acima de 27, com algumas complicações de saúde, como hipertensão, diabetes ou dores na coluna ou articulações, a gente já indica a colocação do balão. Acima de 30 de IMC, a gente indica a colocação do balão, mesmo sem nenhuma patologia associada”.
“Não tivemos nenhuma complicação com o uso do balão, porque ele é um procedimento muito seguro e muito simples. A literatura fala de complicações, como obstrução intestinal e irritação da parede do estômago provocando gastrite, mas não tivemos nenhum caso desses”.
“A vida da pessoa que usa o balão é normal. Inclusive, eu estou usando o balão. Mandei colocar o balão em mim para mostrar aos meus pacientes a segurança do balão. Perdi 16 quilos em quatro meses. A vida é normal. O balão não é limitador da qualidade da alimentação. Ele é limitador de quantidade, pois serve para aquela pessoa que come muito. É uma redução de estômago, mas sem cirurgia. A câmara gástrica fica bem menor quando você coloca o balão. Eu pesava 100 quilos há quatro meses, hoje estou com 84. Teria que tirar o balão daqui a dois meses, mas vou esticar um pouco mais, porque estou fazendo um tratamento para tentar aumentar a vida do balão. O teste é comigo. Vou ficar oito meses com ele”.
“A atividade física é fundamental. Quanto mais cedo o paciente começar a atividade física, ele tem melhor adaptação ao balão. Existe um período de três dias de adaptação ao balão, em que o paciente enjoa, tem náuseas e cólicas. E quando ele está fazendo atividades físicas, esses sintomas diminuem muito. A atividade física é fundamental para a perda de peso. A princípio, no primeiro mês, o paciente não deve fazer abdominal frontal. De resto, ele está liberado para fazer tudo. Atividades aeróbicas e musculação são as mais recomendadas”.
“O paciente pode implementar outro balão após o primeiro. O paciente que deseja perder mais de 25 quilos, a gente preconiza a colocação de outro balão dois meses depois da retirada desse primeiro balão.”
“Na minha opinião, o balão é uma oportunidade segura, com poucas contra-indicações. Comparado com outros métodos utilizados para emagrecimento, sem dúvida, é o menos agressivo, que não tem efeito colateral, e que o resultado é rápido. O balão está sendo usado para quem tem sobrepeso, não para o grande obeso. Temos melhores resultados com aqueles pacientes que estão 10 ou 15 quilos acima do peso e não conseguem perder. É nesses pacientes que estamos colocando o balão”.
“Já implementar o balão intragástrico. Antes, só havia me submetido a tratamento para emagrecer com o endocrinologista, com o uso de medicamentos”.
“O balão é um método novo, que não é agressivo e que tem resultados excelentes. Aí, surgiu a proposta de usá-lo e eu aceitei. Estou bem satisfeita. Tudo no início tem um período de adaptação. Mas deu tudo certo e estou satisfeita. No início você estranha porque é um corpo estranho que está dentro de você, mas como falei, é um processo de pré-adaptação e no terceiro dia você está normal”.
“Eu não tinha medo de colocar o produto, porque não ia precisar de nenhum processo cirúrgico para rasgar nada. É como uma endoscopia. Como eu já havia feito uma endoscopia e o processo seria o mesmo, fiquei tranqüila”.
“O primeiro dia tem algum desconforto, mal estar, mas isso é normal. Depois você não sente mais nada. No início, fazia um acompanhamento semanal com o médico, depois passou a ser quinzenal e agora, mensal. Tive acompanhamento desde o primeiro dia até o presente momento”.
“O balão não restringiu nenhuma ação minha do dia-a-dia. Pelo contrário. Ajudou em tudo. Eu estou muito bem. Só a minha pressão já ter abaixado me fez sentir mais disposta, mais bonita e com a auto-estima lá encima. Não sou hipertensa, mas como eu havia engordado muito e em pouco tempo, para a pressão isso é um prato cheio. Às vezes, ela subia um pouco, mas depois que perdi peso, ela ficou normal”
“Na verdade, eu já havia perdido 20 quilos antes de pôr o balão, e com o balão eu perdi quase 8 quilos. Eu pesava quase 100 quilos e agora, estou com 70. Essa perda foi em pouco mais de um ano e com muito sacrifício, fazendo dietas. Com um ano de dieta, surgiu a proposta do balão. Foi quando eu botei e perdi mais peso”.
“Hoje, posso comer um pouco de tudo. Você come bem e coisas mais saudáveis. Na verdade, com o balão, eu aprendi a me reeducar”.
“Recomendo a outras pessoas que usem o balão, porque é um produto eficaz, de alto padrão de qualidade e tem um resultado perfeito. Recomendaria a outras pessoas e, se fosse o caso, colocaria outro.”
“A gordura é um facilitador da hipertensão. Então, se você tem uma tendência familiar a ser hipertenso e aumenta de peso, pode vir a se tornar hipertenso. A hipertensão é um dos fatores de risco que está intimamente ligado à doença coronariana. O acúmulo de gordura no abdômen, o aumento do colesterol e dos triglicerídeos e, automaticamente, o aumento também da resistência à insulina, crescendo a quantidade de glicose no sangue: todos esses fatores estão ligados à obesidade, que a gente chama de síndrome metabólica, intimamente ligada à doença coronariana. Então, é imprescindível para quem tem hipertensão ou problema coronariano perder peso”.
“As pessoas que estão descompensadas, com arritmia, por exemplo, dor no peito ou falta de ar, precisam ter uma avaliação prévia. Não que haja uma contra-indicação absoluta, porque para colocar o balão o paciente passa por uma endoscopia, não um procedimento cirúrgico. Você não tem uma sedação grande durante o procedimento, que é rápido. Não há a necessidade de se fazer o risco cirúrgico. Mas o paciente que estiver realmente descompensado, sem nenhum tratamento, passando mal, não deve fazer a colocação. Mas sendo um hipertenso, diabético ou coronariopata, qualquer um desses, com tratamento regular e controlado, não existe problema nenhum em colocar o balão. Pelo contrário: eles têm indicação de colocar”.
“Não estou acompanhando muitos pacientes hipertensos, mas os poucos pacientes que tive, a tendência é reduzir a dose da medicação. A pessoa, se for um paciente que se tornou hipertenso apenas pelo aumento ponderal, pode se ver livre de medicação. Agora, o paciente que tem uma tendência familiar pode reduzir a dose da medicação, se beneficiar tomando menos quantidade de remédio e controlar a pressão”.
“Durante o uso do balão, a pessoa mantém a medicação normalmente e deve fazer atividade física com acompanhamento, se for liberada pelo seu cardiologista. A atividade física é mais do que indicada”.
“O balão não deve ser considerado como uma primeira opção. A pessoa que tenha um IMC acima de 28 ou 29, com um acúmulo de gordura principalmente na área abdominal, mulher acima de 80cm, geralmente 88cm, a gente deve indicar que ele tenha a perda de peso, ainda mais aquelas pessoas que têm triglicerídeos elevados, histórico familiar, doença cardíaca. Para isso, existem tratamentos clínicos. Agora, quando a pessoa fica por mais três anos tentando emagrecer e não consegue e, ao contrário, só engorda e não tem estímulo, a gente usa o balão para a pessoa perder peso, porque não tem nenhuma contra-indicação. O balão impulsiona o paciente a ter um estímulo em fazer dieta e mudanças no estilo de vida”.
“Uso a técnica do balão intragástrico desde 2000. Já o balão da Silimed, uso desde 2005. A gente já fez 98 procedimentos com o balão da Silimed, sendo 91 pacientes. Sete pacientes já estão no segundo balão. De 2005 para cá, são cerca de 40 a 50 balões implementados por ano”.
“Dados da literatura mundial, com balões de diversos tipos, indicam 80% de sucesso nesse procedimento. O sucesso é quando a pessoa perde mais de 50% do excesso de peso que possui. A perda total do excesso de peso uma cirurgia bariátrica, que é bem mais radical, garante a você. Mas uma perda superior a 50%, com o balão, a gente considera um sucesso. Hoje, a média de perda de peso está em 70%. O excesso de peso é aquilo que a pessoa tem que perder para ser uma pessoa normal. Vou dar um exemplo de uma pessoa com peso ideal de 65 quilos. Se ela tem 80 quilos, o excesso de peso é de 15 quilos. O balão faz com que você tenha uma perda de peso proporcional ao seu peso inicial. Então, uma perda de 60% do excesso de peso. Se uma pessoa deveria ter um peso ideal de 60 quilos, mas tem 90 quilos, ou seja, 30 quilos de excesso de peso, ela vai perder de 16 a 20 quilos. Ou seja, um pouco mais desses 60% de perda de excesso de peso seria muito bom para ela. Agora, se uma pessoa tem 10 ou 12 quilos a mais, vai perder de 8 a 10 quilos”.
“Complicações são muito diversas. A complicação mais freqüente, que pode acontecer em até 20% das pessoas, é não perder aquilo que elas gostariam de perder do peso. Essa é uma complicação que considero muito grave, porque a pessoa investe tempo, desejo de perder peso, ansiedade, até mesmo dinheiro em uma técnica, e não acaba não perdendo peso. Essa é uma complicação grave que o balão pode ter. No nosso caso aqui em Pernambuco, acontece em 15% dos casos. Na literatura mundial, isso fica em 20%. Complicações menos freqüentes, que ocorrem em menos de 1% dos casos, são a ruptura do balão, com migração para o intestino; obstrução intestinal; e gastrite hemorrágica. São complicações bem pouco freqüentes, mas possíveis de ocorrer com essa técnica. Todas elas com probabilidades de alguma coisa mais séria e morte muito menor do que as técnicas tradicionais de cirurgia bariátrica”.
“Após a colocação do balão, existem duas fases. Logo depois da implementação, você tem a fase de adaptação ao uso do balão. Nos primeiros dias, você passa por esse período. Você pode até vomitar e, durante três dias, a pessoa pode não conseguir voltar ao trabalho. Depois de uma semana com o uso do balão, a pessoa tem uma vida normal. Inclusive, ela é entusiasmada a fazer exercícios físicos a partir da primeira semana de uso do balão. A realização de exercício físico é uma coisa fundamental. Não há nenhum tipo de restrição. A pessoa é estimulada a fazer qualquer exercício”.
“Também não há nenhuma restrição alimentar. No início da colocação do balão, a pessoa tem restrição porque não consegue comer nada além de líquidos claros. Mas depois de 30 a 40 dias, você pode comer praticamente tudo, desde que em quantidades reduzidas. Porém, se a pessoa deseja realmente perder acima do 60% do excesso de peso que o balão preconiza, é importante seguir uma dieta nutricional equilibrada, normalmente orientada por um nutricionista. Isso faz com que a pessoa perca mais peso do que apenas os 60% do excesso de peso, podendo chegar a 90% ou 100% do excesso de peso”.
“O balão é uma técnica reversível. Quando é colocado, já tem data para ser tirado. No prazo de seis meses, o paciente retira o balão. Se nesse período o paciente não conseguiu uma reeducação alimentar, ele pode vir a ganhar o peso novamente, integralmente o que havia perdido, assim como acontece com uma boa dieta. Então, se o paciente não se sente seguro em permanecer com a reeducação alimentar ao qual ele está preconizando, ele poderia colocar o segundo balão e, ainda, perder 50% do volume de peso que ele perdeu com o primeiro balão. Por exemplo: se ele perdeu 10 quilos com o primeiro balão, com o segundo, ele pode perder em torno de 5 quilos, o que seria uma ajuda à complementação da perda de peso. Já tenho, inclusive, dois pacientes interessados em colocar um terceiro balão. É necessário que o paciente espere, pelo menos, dois meses entre a retirada de um balão e a colocação de outro, para que o cérebro esqueça que o balão estava estimulando a produção de hormônios do estômago. Aí, o segundo balão teria uma efetividade muito maior”.
“Tenho um conselho muito bom para as pessoas que querem perder peso com o uso do balão. É que o balão é uma técnica muito boa por ser um adjuvante na execução de qualquer dieta. A pessoa que tem um balão no estômago e vai realizar uma dieta é equivalente a um jogador de futebol que vai cobrar um pênalti sem o goleiro. É só chutar no meio da barra que a bola vai entrar tranqüilamente. Mas se ele quiser jogar o pênalti para fora ele consegue. Então, o balão é um adjuvante, ele ajuda a pessoa a realizar uma dieta, uma reeducação alimentar. Se isso vai ser duradouro, vai depender realmente da pessoa que vai colocar o balão. O balão não faz a pessoa perder peso. O que faz a pessoa perder peso é a capacidade e a facilidade que a pessoa terá em cumprir a dieta, mas é muito difícil para um obeso seguir o rigor de uma dieta. Para um paciente que tem o balão, se ele quiser, ele não perde peso. A gente tem hoje 15% dos pacientes que não perderam o peso que gostariam de perder e não perderam seque os 60% do excesso de peso e tiveram perda inferior a 5 quilos. Eles conseguiram jogar um pênalti para fora sem goleiro. E eles estão conscientes disso. O paciente que vai colocar o balão precisa entender que ele é peça fundamental do processo. A gente que coloca o balão vai ajudar ele a perder peso, mas a colaboração do paciente é fundamental”.
“Comecei a acompanhar pacientes com o balão em setembro de 2007. Faço todo o acompanhamento do paciente durante os seis meses em que ele está com o balão. Nesse período, ele vai três vezes ao consultório. Na primeira vez, para eu passar a dieta que ele vai fazer, com o valor calórico estimado. Dois meses depois, ele vai para eu ver como ele está com aquela dieta, se ele está perdendo peso. No último mês, quando ele está perto de retirar o balão, ele vai de novo para que seja feita uma avaliação, para ver como está o exame de sais minerais, vitaminas, proteínas, se está tudo bem”.
“O que acontece é que eu tenho que fazer uma reeducação alimentar. É lógico que ele diminui a quantidade, mas ele tem que optar pela qualidade, para ter uma qualidade de vida melhor, uma vida saudável. Ele tem que comer alimentos mais saudáveis. Se você diminuir a quantidade, mas aumentar o valor calórico, não adianta. Exemplo: se você come duas colheres de arroz, mas resolve comer duas colheres de batata-frita, o valor calórico é muito maior. Se você tomar um leite condensado, aumenta demais o seu valor calórico. Então, a quantidade pode ser menor, mas se ele não tiver hábitos alimentares adequados, não vai adiantar”.
“Nos primeiros 15 dias, a gente restringe totalmente as frituras, as gorduras em geral, e os alimentos fibrosos, que são as folhas e as saladas. Nos primeiros 15 dias, o paciente não pode se alimentar com este tipo de alimentos. Como ele não vai fazer totalmente a digestão, então ele vomita muito e esses alimentos saem inteiros. Depois desse período, não há nada que ele não possa comer. A partir daí, ele tem que estar atento ao valor calórico. Eu passo uma dieta equilibrada e estipulo um valor. Geralmente, é de 800 calorias a mil calorias, ou 1.200 no máximo. Então, se ele ultrapassa esse valor calórico, ele não vai emagrecer, vai depender do metabolismo. Se ele conseguir, dentro desse valor de mil calorias, comer batata-frita, frituras em geral, fast-food, não tem problema”.
“O problema é que ele tem que fazer uma restrição alimentar. Há pacientes cuja meta é, realmente, emagrecer, então ele aceita bem. Quando não, quando é uma coisa imposta, às vezes os pais querem que o adolescente emagreça, se controle mais na alimentação, os pacientes ficam chateados com isso e não conseguem seguir a dieta”.
“Estou com o balão. Antes, já havia me submetido a vários outros tratamentos. Todas as dietas que havia eu tentei. Conheci o balão por indicação, através da minha irmã. Entrei na internet para ver como era o processo e resolvi fazer. Mas eu tinha medo de passar por esse procedimento, porque tinha medo de ficar doente”.
“Depois de implantar o balão, os primeiros dias foram complicados, mas nada insuportável. Me senti muito enjoada, tendo vômitos, cólicas e dieta só à base de líquido, o que foi bem difícil. Mas tive apoio total da equipe que implantou o balão. Os dois médicos que implantaram o balão sempre me davam muito apoio. Quando eu ia às consultas, eles se mostravam sempre preocupados. Passavam remédios pra o enjôo e davam dicas de como passar por isso, que é difícil no início”.
“O balão não prejudicou de forma alguma as minhas atividades diárias. Não tive problema algum. Só nos três primeiros dias é que eu não fiz nada porque fiquei em casa.Estou há seis meses com o balão e já vou tirá-lo”.
“Na última vez em que me pesei, havia perdido dez quilos. Antes pesa 87 quilos. Hoje, estou com cerca de 77. A minha alimentação mudou, porque aprendi a me alimentar melhor. Continuo comendo as mesmas coisas, não mudou nada. A única coisa que mudou foi que eu diminui a quantidade e acertei os horários. Eu não tinha hora certa para me alimentar, era tudo desregulado”.
“Com certeza, recomenda a quem quiser usar o balão que o faça, porque ajuda psicologicamente e ajuda também para não sentir tanta fome”.
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