Médicos norte-americanos do Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos Estado Unidos realizaram extensa pesquisa sobre a segurança dos implantes mamários de silicone e sua possível relação com doenças e contaminações por metais. Os estudos foram desenvolvidos a pedido do Departamento de Saúde e Serviços Humanos - US Department of Health and Human Services (DHHS). Grupo significativo de mulheres - e em alguns casos os filhos destas mulheres - foi analisado para que todas as conclusões do estudo fossem apresentadas.
Entre as primeiras premissas da pesquisa está o constante contato do público - com ênfase nos países desenvolvidos - com o silicone, já presente em produtos alimentícios, cosméticos, lubrificantes de máquinas, seringas hipodérmicas entre outros. Desde 1962 o silicone é utilizado como implante mamário e ao longo dos anos os implantes, sua forma, revestimento e mesmo a composição de seu gel vêm sendo aprimorados.
De acordo com o Instituto de Medicina, em 1997 era estimado que entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de mulheres norte-americanas tivessem implantes mamários de silicone. Entre este total, 70% optaram pelos implantes com fins estéticos e 30% realizaram cirurgias reparadoras. O comitê médico também identificou que mais de 10 milhões de americanos tinham algum tipo de implante, a maioria destes composta de silicone.
O estudo do Instituto de Medicina analisou pesquisas já realizadas sobre a utilização de implantes de silicone - estudos sobre a toxicologia do silicone foram iniciados em 1940 -, estudos sobre o desenvolvimento de anticorpos contra o silicone, as complicações mais freqüentes em mulheres que realizaram o implante - como casos de ruptura e contratura - pacientes com implante que desenvolveram algum tipo de câncer e crianças amamentadas por mulheres com implantes.
O comitê de médicos responsável pela pesquisa indicou após meses de análises que os estudos sobre a toxicologia do silicone e de outras substâncias existentes nos implantes mamários não apresentaram indícios maléficos à saúde. Não existem provas conclusivas de que a ocorrência de doenças reumáticas ou a incidência de câncer entre mulheres portadoras de implantes seja causada pelos mesmos, sendo estas doenças passíveis de acontecer com a mesma incidência entre mulheres não portadoras de implantes.
A análise do leite materno de mulheres com implantes também não indicou a presença excessiva de silicone ou de qualquer outra substância estranha. Com base nesta conclusão, os médicos reforçam que mulheres com implantes podem - e devem - amamentar normalmente seus filhos sem que haja qualquer risco para sua saúde.
Com relação à pesquisa realizada pelo químico americano S.V.M. Maharaj, da American University, sobre a alta concentração de platina no organismo de um pequeno grupo de mulheres que se submeteu a implantes mamários de silicone, a Silimed esclarece que:
- O silicone grau médico utilizado na fabricação de seus implantes é produzido pela Applied, empresa americana com bastante credibilidade no mercado.
- Os estudos de biocompatibilidade realizados pela Silimed comprovaram que o teor de platina encontrado nos implantes de silicone fabricados pela empresa correspondem de 5 a 10 ppm (partes por milhão), indices considerados não tóxicos pelo Instituto de Medicina de Washington, que realizou ampla pesquisa a respeito do silicone em resposta a uma consulta feita pelo Congresso Americano sobre possíveis malefícios causados pelo produto.
- Nesta mesma pesquisa ficou comprovado que crianças amamentadas por mães portadoras de implantes mamários de silicone não sofrem nenhuma complicação maléfica decorrente deste fato. O silicone é utilizado há 40 anos em cirurgias plásticas (estéticas e reparadoras) e até hoje não se tem notícia de uma possível geração de bebês que tenha apresentado deficiências visuais, auditivas ou de qualquer outro tipo devido à implantes de silicone de suas mães.
- A empresa, cuja participação no mercado americano ainda é pequena, não foi notificada até o momento sobre o aparecimento de casos de alta concentração de platina em mulheres americanas que tenham utilizado implantes da marca Silimed.
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